Dicas Gestão de Pessoas

Profissional de RH: você foi convidado para a reunião de hoje na sua empresa?

Escrito por Leandro Negherbon

Atualmente, um dos maiores desafios enfrentados por uma empresa é a efetiva transformação do setor de Recursos Humanos de operacional para estratégico. De fato, contar com um profissional de RH que participe ativamente da tomada de decisões e da definição de rumos da companhia deixou de ser simplesmente algo desejável e tornou-se um ponto competitivo fundamental no mercado.

O uso da tecnologia é essencial na otimização do trabalho do profissional de RH, fornecendo subsídios que baseiam decisões e tirando do profissional da área tarefas meramente operacionais, de modo a focar em uma gestão estratégica e integrada que promova uma sinergia entre todos os setores da companhia, inclusive as áreas ligadas a saúde e segurança do trabalhador.

Uma recente pesquisa realizada pelo Top Employers Institute, com organizações de nove países – entre eles o Brasil – constatou que empresas que investiram em um RH estratégico tiveram um desempenho de mercado 51% superior às outras. Além disso, essas companhias obtiveram uma receita 14% superior à média verificada nos segmentos em que atuam.

No entanto, a tecnologia ainda é mal utilizada, sendo aplicada somente para o cumprimento do mínimo obrigatório, como o eSocial, por exemplo, e não em sua totalidade. Muitas empresas utilizam a tecnologia apenas como auxílio às questões legais e não para transformar o RH de uma área unicamente operacional para ser, de fato, um setor estratégico dentro da organização.

Com isso, a transição do papel do profissional de RH para um perfil estratégico vem acontecendo muito lentamente no Brasil. Isso acontece porque, ao investirem em uma gestão integrada, muitas empresas esperam um salto imediato no status do setor. Porém, existem muitas barreiras ao longo do caminho, como perfil inadequado dos profissionais envolvidos ou falta de preparo das próprias companhias.

Nesse sentido, o RH deve deixar de ser visto como sinônimo de Departamento Pessoal e deve passar a executar, finalmente, a função estratégica que lhe cabe. Para que isso ocorra, é necessário que o profissional do RH tenha a visão dos negócios, conhecendo os objetivos da empresa a curto, médio e longo prazos e administrando as habilidades dos colaboradores em prol dessas metas.

Além disso, é preciso focar na integração do RH com todas as áreas. Para isso, é fundamental que o setor entenda as demandas das outras partes da empresa, derrubando barreiras na comunicação interna e promovendo uma maior sinergia entre o setor e os demais gestores.

Assim, com a visão de negócio aliada às informações privilegiadas a que tem acesso, o Recursos Humanos pode apontar os caminhos para uma melhor gestão de riscos e as melhores soluções para a empresa, assumindo, enfim, o status estratégico que deveria ter e admitindo as mudanças tecnológicas como parte inerente do seu trabalho.

O segundo obstáculo diz respeito à lentidão com que as próprias empresas promovem essas mudanças e como compreendem a importância da tecnologia e do uso e dados para a gestão de pessoas.

Um levantamento realizado pela consultoria PwC com executivos de empresas de 79 países mostra que menos da metade deles acham que os gestores de RH possuem um entendimento profundo das mudanças tecnológicas que acontecem no mercado. Embora 63% acreditem que o uso da tecnologia é importante para a gestão de pessoas, somente 27% efetivamente a aplicam.

É possível observar no mercado que, cada vez mais, as pessoas vêm sendo utilizadas para atividades que requerem conhecimento de negócio e tecnologia, raciocínio e ainda cautela. Porém, em Recursos Humanos, esse processo ainda se dá muito lentamente, agravado por conta da divisão de equipes feita pelas organizações, entre estratégia e operação, cada uma com gestões e setores diversos.

Muitas companhias acabam consumindo todo o seu orçamento e energia na compreensão das constantes mudanças na legislação, o que dificulta o entendimento dos movimentos do mercado na direção de tornar o capital humano mais estratégico, fazendo uso da tecnologia para pular etapas e agilizar processos.

Para que ocorra a efetiva mudança de um perfil operacional para um perfil estratégico, é importante que tanto o RH quanto seus profissionais estejam atentos a alguns pontos fundamentais. São eles:

  • Entender a empresa. O profissional de RH precisa conhecer todos os números do negócio, suas metas e o que a companhia vem fazendo para alcançá-las. Quanto mais informações sobre o negócio estiverem disponíveis, mais recursos o RH terá para colaborar com o planejamento estratégico da companhia;
  • Sair da zona de conforto. O RH estratégico precisa atuar de maneira proativa, estando atento a novas oportunidades e antecipando possíveis mudanças e problemas. Além disso, deve atuar como parceiro, traduzindo para o negócio as informações que tem à sua disposição, utilizando-as para explicar com dados e fatos os riscos, as oportunidades e de que forma a empresa será impactada;
  • Atuar em prol da empresa e não da legislação. O que deve prevalecer é a criatividade, trabalhando sempre de forma legal, mas sem deixar de aproveitar as oportunidades dentro do processo e de modo que a legislação não segure o crescimento da companhia. Deste modo, o profissional de RH será um parceiro das demais áreas da empresa, um oportunizador;
  • Envolver os colaboradores no negócio e participar das decisões desde o início da implantação das mudanças que a empresa deseja fazer. O RH deve incluir-se em todas as discussões que tenham a ver com gestão financeira, contábil, comportamento de mercado, saúde e segurança do trabalhador, integrando a folha de pagamento e gestão de pessoas. Se atuar sozinho, o RH não conseguirá manter-se atualizado sobre os acontecimentos e necessidade da organização;
  • A partir dessa integração e da maior sinergia com outras área, o RH deve auxiliar no desenvolvimento de um novo modelo desde o princípio, fazendo com que as informações cheguem com mais qualidade e consigam ser mais bem aproveitadas estrategicamente dentro da empresa;
  • Importante destacar ainda que para que todas as ações acima sejam efetivas, a diretoria da empresa precisa fomentar esse compartilhamento de informações e processos, permitindo a sinergia entre as areas.

O mercado, traz um grande desafio para o profissional de RH: manter-se atualizado com a legislação ao mesmo tempo em que mantém-se atento às questões de negócios e às melhores práticas de gestão e avaliação de pessoas, gestão de metas e descentralização de processos.

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Sobre o autor

Leandro Negherbon

Leandro é Gerente de Atendimento e Relacionamento no Grupo HCM.

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/leandro-negherbon-76214083/

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